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Temos como Missão potenciar e desenvolver ao máximo todos os recursos de cada modalidade, com o objectivo de atingir os melhores resultados. A nossa Visão tem como finalidade colocar e destacar Portugal como potência do Desporto

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Morte no desporto

Muitas têm sido as notícias sobre as mortes de desportistas no âmbito competitivo ao mais alto nível. Sendo este um fenómeno recorrente e de há muitos anos, assumiu proporções de maior publicidade com a evolução e surgimento dos novos canais de comunicação.

A morte mais sonante ocorrida recentemente foi a de Davide Astori, durante o seu descanso devido a problemas cardíacos, seguida de uma outra que atingiu o jovem jogador de 19, Thomas Rodriguez, que jogava Tours, treinado pelo português Jorge Costa, também durante o sono. A morte mais recente no futebol e no desporto aconteceu ontem, na Croácia, com a morte do jovem de 25 anos de idade, Bruno Boban, jogador do Marsónia da Croácia.

Se recordarmos o passado do desporto português, encontramos o primeiro caso mediático em 1973 com a morte de Pavão, jogador do F.C. Porto, durante uma partida contra o Vitória de Setúbal. Mais mediática foi também a morte do jogador do S.L. Benfica Miklos Féher, no dia 25 de Janeiro de 2004, que morreu em campo após ter visto um cartão amarelo numa partida contra o Vitória de Guimarães,  de Janeiro de com o jogo a ser transmitido em direto por um canal televisivo. Todas as imagens de dor, impotência perante o cenário de falta de respostas do jogador provocaram sentimentos de angustia não apenas nos adeptos mas em todos os amantes de desporto. Também em 2004, um outro jogador do Benfica do escalão júnior, Bruno Baião sofreu uma paragem cardiorrespiratória pouco depois de ter recebido a notícia que iria assinar um contrato profissional com o clube que representava.

Também Hugo Cunha, da União de Leiria, caiu inconsciente no relvado aos 28 anos, vítima de paragem cardíaca, quando jogava com amigos, a 25 de junho de 2005. Ainda em Portugal, poderíamos recordar a vida perdida de Francisco Ribeiro, um jovem jogador de andebol do Boavista F. C., quando no final de um treino caiu inanimado vítima de uma paragem cardiorrespiratória.

De todas as lamentáveis perdas provocadas pela morte, a mais sonante de todas foi a que aconteceu em  26 de junho de 2003 em Lyon - França, quando o camaronês Marc-Vivien Foé, de 28 anos, caiu no círculo central, numa das meias-finais da Taça das Confederações de futebol.

Poderíamos fazer referência também aos casos de Antonio Puerta (em 2007), Daniel Jarque (em 2009) Piermario Morosini, de 27 anos de idade, que em 2012 morreu na sequência de um ataque cardíaco sofrido no Stadio Adriatico, em Pescara, e que foi o segundo jogador a falecer devido a um problema cardíaco num encontro de futebol naquele ano, depois da morte de Venkatesh, do Bangalore Mars.

Certamente que muitos se questionarão sobre estas ocorrências em atletas de alta competição que por norma são sujeitos a rigorosos exames médicos. O Dr. Vasco Alves Dias, Consultor de Cardiologia da Federação Portuguesa de Ciclismo e o Dr. Nuno Loureiro, Médico das Seleções Nacionais de Ciclismo/Federação Portuguesa de Ciclismo procuraram responder às questões num documento elaborado pela Federação Portuguesa de Ciclismo, referindo que "As causas dependem da idade, sendo que em indivíduos com mais de 35 anos a principal causa é o enfarte agudo do miocárdio (EAM), que ocorre devido à formação de placas (de gordura) ateroscleróticas nas artérias coronárias, que são as artérias que irrigam o coração. Os factores de risco para esta doença são: Hipertensão arterial, Obesidade, Tabagismo, Diabetes, Colesterol e/ou Triglicerideos elevados, entre outros. Nos atletas mais jovens as causas são sobretudo devido a alterações estruturais existentes no coração. As mais frequentes são: miocardiopatia hipertrófica que é uma doença genética relativamente frequente (1:500) que se caracteriza por um aumento anormal e exagerado do músculo cardíaco que predispõe ao aparecimento de arritmias malignas. Outra doença é a displasia arritmogénica do ventrículo direito (a causa mais frequente no registo italiano) que também tem um forte carácter genético e se caracteriza por uma infiltração adiposa no ventrículo direito. Outras causas nesta faixa etária incluem anormalidades congénitas nas coronárias, na artéria aorta, problemas nas válvulas cardíacas ou alterações da condução elétrica no coração. (Síndrome de Wolf-Parkinson-White, QT longo, Brugada, etc)"

http://www.fpciclismo.pt/ficheirossite/01032017180852.pdf

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